sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Long live!

With love, Suellen Jumes às 06:25 3 flocos de neve

 “Naquela noite você dançou como se você soubesse que nossas 
vidas nunca mais seriam as mesmas”
– Long Live, Taylor Swift.

Chegou o dia. O dia pelo qual esperamos o ano inteiro. O dia pelo qual nos preparamos tanto, e agora só tenho uma coisa a dizer: Sobrevivemos. A poucas horas da nossa formatura, eu sinto um misto de emoções que hora me fazer rir e hora me fazem ter vontade de me afundar em lágrimas. Sempre achei que, quando esse momento chegasse eu ia conseguir levar tudo numa boa. Talvez, seja o medo falando mais alto. O medo da mudança, o medo do desconhecido. E essa noite, o desconhecido chegará a nós.
Hoje tudo vai mudar. Tudo sempre muda. Mas eu queria, ainda que se passassem cinqüenta anos, lembrar daquela sala quente e barulhenta. Entrar lá novamente e lembrar de cada rosto que esteve ali comigo, uns mais próximos, outros não. Mas que ainda assim, fizeram parte do meu terceiro colegial.
Hoje é o nosso dia. O dia em que iremos brilhar. O dia em que mostraremos pro mundo, pra nós mesmos, que todo o nosso esforço não foi inútil. O dia em que nossos sonhos estão mais perto e as possibilidades de encontrá-los, mais vastas.
A partir do ano que vem, aquela sala terá outros terceiros colegiais, que não o nosso. Sempre teve. Mas agora, estaremos longe dos comentários sobre os mesmos. Não estaremos mais por perto para ouvir os relatos de professores sobre outras turmas. E vendo assim, me dá um pequeno ciúme, controlado, envergonhado. Isso me faz perguntar se já fomos lembrados. Se já fomos motivo de comentários em outras turmas, lugares. E se fomos, como foi? E a partir daqui, seremos guardados na memória? Seremos motivo de orgulho e nostalgia? Sinceramente, espero que sim. Espero que,, quando nossos nomes passarem pela cabeça de nossos professores, eles sintam orgulho pelo que nós alcançamos e nostalgia pelos momentos vividos quando ainda nos víamos todos os dias.
“Somos tão jovens! Temos todo o tempo do mundo.” Que a partir daqui, sigamos um caminho cheio de realizações, ainda que encontremos pedras pelo caminho.
Obrigada por tudo, a cada um de vocês. A cada pai, cada professor, cada diretor, cada funcionário, por toda a paciência, por todo o carinho, por toda a compreensão e fé depositada em nós, hoje formandos. Obrigada por nos terem ajudado a escrever uma parte tão importante da nossa vida.
Esse é o nosso dia. Esse é o nosso mundo. Estamos aqui. Somos importantes. E o mundo? Ah, o mundo... Ele está nos esperando.

"Viva às barreiras que atravessamos! [...] Um dia seremos lembrados."

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Hey, little boy?

With love, Suellen Jumes às 18:33 6 flocos de neve

Ei, garoto? É você mesmo! Você ai de cachinhos loiros me olhando. Senta aqui, quero falar com você.
Primeiro,  garoto qual é a sua? Realmente desculpe por falar assim, mas preciso urgentemente de respostas, respostas diretas, sem meio termo.  Então, novamente qual é a sua? Não percebe que esse seu jeito me encanta? Não percebe que se ficar passando por mim assim, com toda essa altura e esses ombros largos, eu vou ficar vermelha? Não percebe que se continuar me olhando com esses olhos verdes devoradores eu vou querer correr até você e dizer “pronto, to aqui! Pode pegar...” . Eu sei é louco, mas eu sou louca.
Caramba, será que é tão difícil notar o quanto eu procuro esses cachos loiros mesmo quando pareço não estar procurando? Ou o meu sorriso escondido quando vejo você querendo ser notado? É garoto, aquele sorriso é seu, alias as estrelinhas nos meus olhos também. Então toma, pode pegar, te dou a mão cheia.
E as borboletas no estômago! Pois é garoto, meu estômago se encheu delas. Tem um monte, de todas as cores, azul, rosa, amarelo. Seu estômago também as tem ou você quer que eu te dê uma? Te deixo até escolher a cor.
Mas agora garoto, olha pra mim e vamos falar sério. Cai fora antes que seja tarde demais, ok? Cai fora antes que todos os sinais que eu citei, não sejam mais escondidos. Cai fora antes que eu termine de digitar tudo isso no Word. Cai fora antes do primeiro comentário. Cai fora antes do sorriso bobo. Cai fora agora! Entendeu? Vou dizer só mais uma vez, seu tempo tá acabando parceiro, e a coisa vai ficar feia se você insistir em ficar aqui.
Ei, não me olha assim garoto. Eu só to querendo salvar a sua pele entende? Vamos lá, não é tão difícil. É só me dar um tchauzinho e sair pela porta. Juro que se você fizer isso agora, não vou te impedir, mas seja rápido, por favor. Nunca consegui me controlar por muito tempo.



Olha, vou contar até três: 1... 2... 3! Vai! 



sábado, 23 de abril de 2011

Negociações

With love, Suellen Jumes às 23:23 3 flocos de neve
Então senhor Coelhinho da Páscoa vamos combinar assim, sem ovos de chocolate, caixas de bombom, nem mesmo uma bolachinha doce ou um pacotinho de bala esse ano. Porque esse ano eu gostaria de ganhar um daqueles presentes escolhidos a dedo, e eu não sei descrever muito bem, mas eu gostaria que ele fosse bom. Doce, mas também amargo, sabe como é doce demais enjoa.  Que me fizesse chorar de alegria, e criar cenas na minha cabeça. Que me fizesse sentir borboletas no estômago, mas se oferecesse pra comprar uma barrinha de chocolate na fila do cinema.
Você ta me entendendo? Eu não tenho preferências quanto a moreno, loiro,  ruivo,  amarelo... Mas eu gostaria muito de uma covinha no meio da bochecha, enquanto escuto uma risada escancarada. E camisas xadrez de flanela, por favor, não esqueça disso. Anote ai: Ca-mi-sas-de-fla-ne-la.
E sabe o que também cairia bem? Abraços apertados, mãos na cintura e filmes em dia de chuva. Sei lá, só acho. E quem sabe um cartãozinho aqui e uma mordida ali?
E, por favor, isso é muito importante. Anote ai novamente: en-gra-ça-do. Mas não alguém palhaço, só alguém que me faça rir as vezes. E uma pitadinha de mistério seria divino.
E então? Podemos assinar o contrato?

Sinto muito querida, mas eu só trabalho com chocolate. Por que não tenta o Bom Velhinho?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Remember me

With love, Suellen Jumes às 21:22 1 flocos de neve
 A primeira vez que eu o vi, não lhe dei tanta atenção. Era só mais um garoto bonitinho que passava por mim.
Uma semana depois eu já sabia seu nome, sua turma e parte da história da sua vida. Não, eu não era uma perseguidora, algumas amigas compartilharam esses “conhecimentos” comigo. Porque, claro que eu não fui a única a ter captado aquela essência masculina que ele exalava ao estar simplesmente no seu campo de visão.
E um dia, ele olhou na minha direção. Trocamos olhares e fiquei aturdida quando ele semicerrou os olhos, que observavam-me, e sorriu.
Naquele momento ele estava usando todo o seu poder e me prendeu no seu jogo. Eu não queria admitir, mas sabia os efeitos que aquele veneno surtia em mim.
O que eu posso dizer? Eu gostava do nosso joguinho de troca de olhares. E por mais que eu tentasse me enganar, dizendo que era só um passa tempo e que logo perderia a graça e eu arrumaria algo mais ao alcance. E por mais que eu repetisse isso o tempo todo, isso nunca aconteceu.
Eu nunca vi ele, o nosso joguinho de troca de olhares ou o seu sorriso perderem a graça.
E mesmo agora, que eu não o vejo mais, com exceção das vezes que o encontro inconfundível em uma fotografia, eu ainda tenho esperança que nós possamos acontecer.
A esperança do nós só veio depois da nossa primeira conversa, - Se é que posso chamar assim  - o jeito que ele fez seus amigos irem junto e o modo como ficou nervoso ao falar comigo, isso me deu esperança. Bom, seu amigo te chamando a atenção toda vez que eu passava também ajudou.
E ele nunca vai ler isso, mas eu gostaria que soubesse que você é a primeira coisa que passa pela minha cabeça quando me pedem para fazer um pedido.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A garotinha do colegial

With love, Suellen Jumes às 11:40 8 flocos de neve
Essa é uma história diferente. Bem, aquela garotinha também não era comum, por mais que pensasse isso as vezes.
Eu lembro da primeira vez que a vi. Não nos conhecíamos e estávamos um pouco intimidadas com as novidades de uma vida no colegial.
Depois de uns dez minutos de apresentações e risos vergonhosos, eu pude conhecer sua personalidade divertida. Ela me mostrou o mundo encantado em que vivia e eu compartilhei com ela o meu.
Caminhamos de mãos dadas pelo caminho dourado da amizade.
Acho que ela nunca entendeu por que eu mudava tanto, mas eu também nunca entendi por que ela se preocupava tanto comigo.
Uma pessoa extremamente carinhosa, ela me ensinou a aceitar abraços, e eu lhe contava histórias.
Nós nos prometemos a amizade eterna e bem, cumprimos nossa promessa até agora.
 

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